As grávidas com HIV podem ter bebês saudáveis

O controle pré-natal é fundamental no caso de grávidas infectadas pelo HIV.

Obrigado a tratamentos anti-retrovirais e as medidas de profilaxia, transmissão de HIV da mãe para o bebé durante a gravidez e o parto foi reduzido para menos de 1%, e as mulheres grávidas infectadas com o vírus da aids podem dar a luz a um filho saudável, desde que estejam sendo tratadas com certos anti-retrovirais, conforme já expliquei, a partir da arquivo de infectados e afectados pelo HIV/AIDS em Madrid (Apoio Positivo), durante a VIII edição das Jornadas EvhA que esta organização foi realizada em Málaga.

O acompanhamento da gravidez em mulheres com HIV deve ser realizado por uma equipe multidisciplinar com obstetras, um médico especialista em infecção, psicólogos, assistentes sociais e pediatras

Os especialistas que participaram do evento destacaram que o controle pré-natal em mulheres com HIV deve ser realizado por uma equipe multidisciplinar que, além de obstetras e um médico especialista nesta infecção inclua psicólogos, assistentes sociais e pediatras.

Estes especialistas têm advertido de que não existem estudos específicos sobre as mulheres que vivem com HIV, apesar de que, em sua opinião, a sua resposta à infecção é diferente da dos homens, e também são mais vulneráveis aos efeitos adversos dos tratamentos, e a sofrer diversas complicações, tanto físicas, como psíquicas (a prevalência do diagnóstico de depressão, por exemplo, é de 17,7% nas mulheres face a 13% nos homens), pelo que se lhes deve oferecer um apoio psicológico de qualidade para melhorar o seu bem-estar.

O HIV tornou-se uma patologia crônica, e Jorge Garrido, coordenador-geral de Apoio Positivo, explicou que, agora, o principal desafio é que a sociedade apresente uma maior compreensão para com os afetados e se elimine o estigma associado a esta doença.

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