A prisão de ventre representa 25% das consultas pediátricas

As dietas com excesso de laticínios e pobre em fibra podem causar prisão de ventre em crianças.

O prisão de ventre infantil é a causa de entre 25 e 30% das consultas em pediatria, e, segundo os especialistas, reunidos em XXII Congresso da Sociedade brasileira de Gastroenterologia, Hepatología e Nutrição Pediátrica (SEGHNP), deve ser tratada de forma multidisciplinar por diferentes especialistas que realizam o acompanhamento da criança, já que este transtorno não se deve a uma única causa.

Em cada uma das fases de crescimento da criança, existem diferentes fatores de risco que podem provocar uma diminuição ou alteração das características das fezes

Como explicou a Dra Beatriz Spin, vogal da SEGHNP e coordenadora da Guia de prisão de ventre em crianças, que se apresentou durante o evento, para tratar o problema, é fundamental combinar os medicamentos com alteração da dieta, que esta seja variada e incluir as quantidades adequadas de cada nutriente, e adotar novos hábitos.

de Acordo com a especialista, a chave do sucesso está na adesão ao tratamento, por isso é necessário realizar um rigoroso acompanhamento, dedicar tempo suficiente para a consulta, manter uma boa conexão com o menino e a sua família, e ter em conta que em cada uma das fases de crescimento da criança –bebê, de um a três anos, e a partir de quatro anos–, existem diferentes fatores de risco que podem provocar uma diminuição ou alteração das características das fezes.

O tipo de alimentação, afirma a doutora Spin, afeta significativamente a consistência e dureza das fezes, como no caso da amamentação artificial quando se trata de bebês, ou as dietas com excesso de laticínios e pobre em fibra em crianças mais velhas. Por isso, a nova guia traz diversas tabelas, escalas, gráficos e algoritmos para facilitar o diagnóstico e tratamento da prisão de ventre infantil, junto a uma lista que descreve os tratamentos farmacológicos e as doses e diretrizes de gestão mais adequados.

A especialista também destacou o importante é planejar de forma adequada, a retirada do tecido para prevenir a prisão de ventre, porque este processo só deve ser iniciada quando a criança está preparada e apresente um padrão de defecação normal, e no caso de que se observem sinais de imaturidade no pequeno, sempre é melhor esperar um melhor momento.

Fonte: Sociedade brasileira de Gastroenterologia, Hepatología e Nutrição Pediátrica (SEGHNP)

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